O teste de intrusão física e Wi-Fi verifica se alguém consegue entrar nas instalações da empresa ou na rede sem fio dela sem autorização e, a partir daí, chegar a sistemas e dados. Ele testa a premissa, presente em boa parte dos investimentos em segurança, de que o atacante está do lado de fora.
Muitas empresas investem na proteção digital e dão pouca atenção ao acesso físico e ao alcance do sinal sem fio.
Por que o acesso físico ainda importa
Dentro do prédio, um atacante encontra atalhos que um atacante remoto não tem: um ponto de rede ativo numa sala de reunião vazia, um computador desbloqueado, um crachá que abre mais portas do que deveria ou uma rede de visitantes que se comunica com a rede corporativa.
A rede sem fio estende o perímetro até o estacionamento, a calçada e o prédio vizinho. Quem está ao alcance do sinal pode tentar acesso sem entrar no escritório.
O que é testado
Na entrada, o teste verifica se é possível passar pela catraca atrás de um funcionário, atravessar a recepção com um pretexto plausível, usar entradas de serviço e copiar crachás. Depois da entrada, verifica pontos de rede ativos em áreas comuns, estações desbloqueadas, documentos sobre mesas, salas técnicas sem controle e dispositivos que alguém conectaria sem pensar, como um pen drive deixado num corredor.
Nas redes sem fio, o teste avalia se a rede de visitantes está de fato isolada, se a rede corporativa usa senha compartilhada há anos, se pontos de acesso falsos conseguem capturar credenciais e quais dispositivos conectados ninguém inventariou, como impressoras, câmeras e TVs.
Como um teste sério é conduzido
Teste físico envolve pessoas, segurança patrimonial e, às vezes, a polícia. Por isso a preparação importa tanto quanto a execução:
- Autorização formal e escrita: assinada por quem pode autorizar, com carta para apresentar em caso de abordagem.
- Escopo claro: endereços, andares e o que é proibido, como forçar fechaduras ou danificar equipamentos.
- Ponto de contato disponível: para resolver uma abordagem da segurança sem que vire ocorrência.
- Evidência de cada passo: fotos, registros de acesso e prova do que foi alcançado na rede.
O relatório mostra por onde o testador entrou, o que encontrou e até onde chegou, com a correção para cada ponto. Apenas o patrocinador e quem precisa autorizar sabem do teste, para que ele meça o comportamento real.
O que corrigir depois do teste
As correções mais comuns são pontos de rede em áreas comuns desativados ou isolados, controle de acesso à rede para dispositivos que não são da empresa e rede de visitantes realmente segregada. A cultura também entra: abordar um desconhecido no corredor precisa ser algo normal.
O teste faz sentido para escritórios, lojas, fábricas, centros de distribuição e data centers, inclusive com parte das equipes em trabalho remoto, porque menos pessoas no local significa menos gente para perceber quem não deveria estar ali.
Intrusão física e redes sem fio na Vultus
A Vultus conduz testes de intrusão física e Wi-Fi com autorização formal, escopo documentado e evidência de cada etapa. Conheça as simulações de ataques e testes de intrusão da Vultus e leia sobre testes de engenharia social.