Pentest verifica se um sistema tem falhas exploráveis. Red Team verifica até onde um adversário chega dentro da empresa e se alguém percebe. Purple Team coloca atacantes e defensores juntos para ajustar a detecção. Cada formato responde uma pergunta diferente, e a escolha deve partir dela.
Comprar o teste errado tem custo: a empresa recebe uma resposta, mas para uma pergunta que não era a dela.
Pentest: profundidade no escopo definido
O pentest pode cobrir aplicação web, API, aplicativo mobile ou infraestrutura interna e externa. Pode ser feito sem informação prévia (black box), com algum acesso (grey box) ou com acesso ao código e à arquitetura (white box).
A força do pentest é a profundidade: a investigação dedicada a um sistema pode revelar falhas de regra de negócio que exigem contexto, por especialistas e também por agentes autônomos capazes de testar hipóteses. A limitação é o escopo, porque o teste cobre apenas o que foi definido. O artigo Pentest: uma rotina para manter a sua empresa segura trata da recorrência, e o pentest autônomo com IA muda essa frequência, como mostra a comparação entre pentest autônomo com IA e pentest manual.
Red Team: um objetivo de negócio, com caminho aberto
O Red Team começa por um objetivo, como chegar ao ambiente de pagamentos ou ao controle do domínio, e deixa o caminho em aberto. Apenas duas ou três pessoas sabem do exercício, que dura de quatro a oito semanas. O formato permite avaliar a defesa sem antecipar as ações ao time operacional: tempo de resposta, alcance da detecção e eficiência da reação.
No Panorama do Risco Cibernético 2026, estudo da Vultus com 132 organizações, o KillChain Score médio foi 8,28 numa escala de 0 a 10. Depois do acesso inicial, o ataque costuma avançar muito. O guia de Red Team Assessment detalha as fases.
Purple Team: treino conjunto da detecção
No Purple Team, o time ofensivo executa uma técnica, o defensivo verifica se os alertas dispararam, e os dois ajustam juntos. É a forma mais eficiente de fechar lacunas de detecção já conhecidas, normalmente com duração de alguns dias.
Como a defesa sabe que está sendo testada, o Purple Team treina, mas não prova que a defesa funciona em condições reais. Essa prova vem do Red Team.
A detecção é o ponto que mais pesa nessa escolha. No M-Trends 2026, do Google Cloud, 52% das intrusões investigadas em 2025 foram detectadas pelas próprias organizações; nas demais, a descoberta veio de fora.
E a simulação de ataque interno?
Um quarto formato parte do acesso de um funcionário comum e mede o que alguém mal-intencionado, ou alguém usando a credencial de um colaborador, conseguiria alcançar. No Panorama, credenciais capturadas por infostealers aceleraram a intrusão em 21,4% dos testes: em muitos casos, o atacante entra com um login válido.
Qual teste escolher
A escolha parte da pergunta que a empresa precisa responder:
- Exigência regulatória de teste de intrusão: pentest independente, com escopo e plano de ação documentados.
- Sistema novo indo para produção: pentest daquele sistema.
- Superfície que muda toda semana: pentest contínuo.
- Controles implementados, sem prova de que funcionam: Red Team.
- Red Team que passou sem ser detectado: Purple Team para ajustar a detecção.
- Preocupação com quem já está dentro: simulação de ataque interno.
A sequência também importa. Contratar Red Team antes de ter gestão de vulnerabilidades funcionando costuma confirmar o que já se sabia, a um custo alto. Uma ordem comum é pentest, gestão de vulnerabilidades, Red Team e Purple Team.
Os três formatos na Vultus
A Vultus executa pentest, Red Team e Purple Team. Quando o mesmo fornecedor opera parte da defesa, o teste sobre ela pede equipe e contrato separados, com a independência documentada. Conheça o Red Team e o pentesting avançado e os testes de resiliência e Purple Team.